A história do município começa com a chegada do nobre austríaco barão von Schneeburg, que liderava 55 imigrantes alemães, oriundos do Grão-ducado de Baden, sul da Alemanha, em 1860. Foi batizada de Colônia do Itajahy. Nos próximos anos, novos grupos de alemães chegaram ao município. Em 17 de janeiro de 1890, a cidade foi batizada de Brusque, em homenagem a Francisco Carlos de Araújo Brusque, presidente da província de Santa Catarina na época da fundação da colônia, gaúcho nascido em Porto Alegre em 24 de maio de 1822.

A cidade herdou as características alemãs de seus colonizadores: na arquitetura, na comida, nas festas populares, etc. Entretanto, outros povos legaram contribuições étnicas às levas de germânicos. Em 10 de março de 1867, chegaram os primeiros colonos de língua inglesa, especialmente os irlandeses e os britânicos. A colônia recebeu mais de 1.500 colonos vindos da Europa e dos Estados Unidos, fugindo da guerra de Secessão. Depois, em 1875 chegaram os primeiros imigrantes italianos e, mais tarde, os poloneses. Os polacos trouxeram consigo técnicas de tecelagem, e fábricas foram fundadas na cidade.

[editar] A origem do nome ¨Brusque¨No início da colonização, a cidade chamava-se Colônia Itajahy e Príncipe Dom Pedro. Com a emancipação política, passou a ser identificada como São Luiz Gonzaga, em 1881. Já o nome atual – que foi adotado em 17 de janeiro de 1890 – é uma homenagem ao presidente da Província de Santa Catarina, Francisco Carlos de Araújo Brusque.

Foi durante o seu mandato que se estabeleceram vários núcleos de colonização, sendo um deles a atual cidade de Brusque, fundada em 1860. Indo além nessa trajetória, o nome Brusque nos leva à Itália, depois Portugal e a vinda da Família Real Portuguesa ao Brasil, chegando finalmente ao Rio Grande Do Sul e à Santa Catarina.

Bruschi. Com essa grafia, em italiano, começamos a decifrar as origens do nome da nossa cidade. Nicolau Bruschi era de Florença, Itália, e se estabeleceu em Portugal em 1762. Mantendo importantes relações com a côrte portuguesa, formou uma família, casando-se com Anna Joaquina Vieira de Aguiar e Almada, pertencente à alta nobreza.

Ele ocupava cargos de confiança no Estado Português e permaneceu em Lisboa após a Família Real e outros milhares da côrte portuguesa partirem para o Brasil, em 1808, devido à invasão de Portugal pelo exército francês. No entanto, seus filhos João e Francisco Vicente, ambos militares, se juntaram ao contigente português que se estabeleceu no Rio de Janeiro naquela ocasião.

Francisco Vicente Bruschi, mesmo após o retorno da Família Real Portuguesa à Europa, ficou no Rio de Janeiro trabalhando como tenente, e foi incorporado aos Reais Exércitos do Vice-Reino do Brasil. Vindo à então Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul, Francisco Vicente casou-se com Delphina de Araújo Ribeiro.

Prosseguiu na carreira militar, ocupando importantes funções no período inicial do Império, logo após a Independência do Brasil. Do seu matrimônio nasce então Francisco Carlos de Araújo Brusque, em Porto Alegre, no ano de 1822. Alguns poucos anos depois, Francisco Vicente vêm a falecer (1829) e o sobrenome da família nessa época passa a ser grafado com a forma abrasileirada Brusque, tal como conhecemos hoje. Tal também aconteceu em Portugal onde a família se passou a chamar Bruschy.

Francisco Carlos de Araújo Brusque estudou na Academia de Direito, em São Paulo, graduando-se bacharel em 1845. Regressando ao Rio Grande do Sul, foi eleito deputado à Assembléia Provincial em 1849, 1854 e 1856. Sendo nomeado Presidente da Província de Santa Catarina pelo governo Imperial em 1859, permitiu a instalação das colônias de imigrantes alemães no Vale do Itajaí-Mirim.

Já em 1861, Francisco Carlos foi designado a ocupar a Presidência da Província do Pará. Retirou-se da vida política em 1875, tendo até então trabalhado também nos Ministérios da Marinha e da Guerra. Faleceu na cidade gaúcha de Pelotas, em 23 de setembro de 1886.

Fonte: Álbum do 1° Centenário de Brusque – Edição da Sociedade Amigos de Brusque.